Com o passar dos anos, nosso corpo passa por transformações naturais: os reflexos ficam um pouco mais lentos, a musculatura perde parte da força e o equilíbrio pode ser desafiado. Na terceira idade, uma simples queda pode ter consequências sérias, afetando a mobilidade e a independência.
Muitas pessoas focam em colocar barras no banheiro ou tirar tapetes da casa (o que é ótimo!), mas esquecem do item de segurança mais importante, que acompanha o idoso em cada passo: o calçado.
Neste post, vamos mostrar como escolher o sapato ideal pode ser a diferença entre um tombo perigoso e uma caminhada tranquila.
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Por que os pés são a chave para o equilíbrio?
Nossos pés são a base de sustentação de todo o corpo. Na terceira idade, é comum haver uma diminuição da sensibilidade na planta dos pés. Se o calçado não oferece o “feedback” correto ao cérebro sobre onde o pé está pisando, o risco de desequilíbrio aumenta drasticamente.
Além disso, calçados mal ajustados podem causar dores que alteram a forma de caminhar, gerando um “andar arrastado” que facilita o tropeço em qualquer pequena irregularidade no chão.
Os vilões do equilíbrio: o que evitar?
Muitas vezes, por busca de praticidade, escolhemos calçados que são verdadeiras armadilhas:
- Chinelos de dedo: Não oferecem suporte no calcanhar, fazendo com que o idoso precise “garrear” o chinelo com os dedos, o que cansa a musculatura e facilita a saída do calçado do pé.
- Meias sem solado: Andar apenas de meias em pisos lisos é uma das causas mais comuns de escorregões domésticos.
- Sapatos gastos: Um solado que perdeu a textura não oferece mais tração, tornando-se liso como um patins.
- Sapatos muito largos: O pé “dança” dentro do sapato, instabilizando o tornozelo.

Checklist do calçado seguro:
Ao escolher um calçado para a melhor idade, verifique se ele atende a estes 4 pilares:
- 1. Solado antiderrapante: O solado deve ser de borracha ou materiais que garantam aderência, mesmo em superfícies levemente úmidas ou lisas.
- 2. Fechamento no calcanhar e peito do pé: O sapato deve estar “preso” ao pé. Modelos com velcro são excelentes, pois permitem o ajuste perfeito mesmo se o pé inchar ao longo do dia, e dispensam o uso de cadarços (que podem desamarrar e causar tropeços).
- 3. Estrutura firme: A parte de trás do sapato (que envolve o calcanhar) deve ser firme para evitar que o tornozelo “vire”. Calçados tipo “muelle” ou com elásticos laterais facilitam o calce sem perder a estabilidade.
- 4. Altura adequada: Evite sapatos totalmente planos (rasteirinhas) e saltos altos. O ideal é um leve elevação no calcanhar (cerca de 2 a 3 cm), que ajuda no alinhamento da coluna e na distribuição do peso.
Prevenir quedas não significa parar de se movimentar. Pelo contrário! Significa ter a confiança necessária para continuar passeando, visitando a família e realizando as atividades do dia a dia com alegria.
Na Doctor Pé, desenvolvemos calçados que tratam os pés da melhor idade com o respeito que eles merecem, unindo tecnologias de amortecimento com o máximo de estabilidade.
